Na Raça...


Éder Luis e Alecsandro eram dúvidas. Carlos Alberto era certo para entrar no lugar de um. E Cristovão Borges coloca os três em campo. Após atuações apagadas, Diego Souza começou o jogo no banco, dando lugar ao camisa 84.

Antes de comentar sobre o jogo, uma pergunta: Por que o Vasco é o time da virada? Será que é preciso tomar sustos para começar a jogar bem?

A Ponte parecia no Moises Lucarelli. Tocava a bola com bastante tranqüilidade, enquanto o Vasco apenas assistia de camarote. E foi assim que no começo do primeiro tempo, o time de Campinas abriu o placar. Em um lançamento nas costas de Felipe, que mais uma vez atuava na lateral, Roger dominou e bateu na saída de Prass, a bola ainda chegou a tocar nas duas traves antes de entrar calmamente no fundo das redes.

Se com a saída de Rômulo para o futebol russo preocupava os vascaínos na marcação no meio, hoje foi esquecida. Nilton atuou muito bem pelo meio, não deixando a Ponte jogar por aquele setor. Entretanto...

Os Felipes da colina deixavam uma passarela para o ataque adversário. Bastos tentava impedir a progressão do time adversário, mas não conseguia. O maestro insistia em fazer a diagonal para o meio, sem êxito.

Na primeira jogada de um lateral de ofício, o camisa 6 do Vasco recuperou a redonda pela esquerda e colocou a bola na cabeça do Alecsandro, que na primeira finalização que o time mandante obtida, colocou a bola no canto direito de Édson Bastos, confirmando a boa fase e a artilharia do campeonato.

Parecia não ser o dia. Novamente. A Ponte Preta não sentiu o gol de empate e continuou melhor no jogo. Aos 26 minutos, em mais uma bola lançada na esquerda, Roger recebeu um passe pelo meio e de prima deixou novamente o time visitante na frente.

E ainda não havia acabado. A equipe paulista continuava com o controle absoluto do jogo. Ao final da primeira etapa, em uma falha generalizada no meio, Nikão colocou cuidadosamente a bola na trave esquerda de Prass.

Como na partida contra o Cruzeiro, os cerca de 11 mil torcedores presente em São Januário vaiavam o time ao término da etapa.

Quem nunca ouviu falar naquele ditado “A bola pune!”?

Mas de vez em quando ela decide também premiar... E foi o que aconteceu no 2º tempo.

Apesar de nenhuma modificação, o time vascaíno veio com outra postura, jogando para frente, uma marcação adiantada colocava pressão na equipe de Campinas.

Em uma rápida jogada aos 3 minutos da ultima etapa, Alecsandro pela direita cruzou rasteiro para Éder Luis, que foi premiado pela lambança da zaga Ponte Preta, e sozinho empurrou para dentro da meta adversária, era o empate cruz-maltino.

Então o jogo esfriou, parecia que iria acabar com a igualdade no placar.

Cristovão então fez duas substituições que mudariam o rumo da partida. Diego Souza entrara no lugar do exausto Éder Luis. E Willian Mateus estreava substituindo Carlos Alberto.

Com o estreante na lateral esquerda, e Felipe no meio, o Vasco incendiava o jogo, criou chances, até que em uma ótima tabela o camisa 10 vascaíno encontrou Willian livre na lateral, que ao entrar na área foi derrubado por trás. Pênalti para Vasco! Quem cobraria? Felipe?  Juninho? Alecsandro?

Nenhum deles...

Com personalidade, Diego Souza pediu a bola, se convertesse, seria a redenção depois de apagadas atuações que resultaram ficar de fora do time titular, caso contrário seria taxado novamente como vilão. A apreensão era grande. Após o apito do árbitro, o jogador esperou 5 segundos até começar ir em direção a bola. Foi caminhando, Édson Bastos não se mexia no centro do gol. E então bateu forte com o peito do pé. A bola subiu. O suficiente para o goleiro adversário não alcançá-la e entrar.

Juninho e Alecsandro comemoram com Diego o
gol da virada cruz-maltina.
Era a virada do Vasco. Sofrida com de praxe...

Lembra da pergunta do começo do texto?

Tem outro ditado que a responde: Se não for sofrido não é VASCO!

Liguem para seus cardiologistas, façam seus check-ups... Ainda temos mais 31 jogos até 02/12/2012!

Com 16 pontos o clube da colina dorme na liderança e torce contra o Atlético-MG para se manter.


Ficha Técnica

VASCO 3 X 2 PONTE PRETA

Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Data-hora: 30/6/2012 - 18h30 (de Brasília)

Árbitro: Fabricio Neves Correa (RS)
Assistentes: Altemir Hausmann (RS) e José Javel Silveira (RS)

Renda/Público: R$ 244.320,00 - 7.547 pagantes

Cartões amarelos: Lucas e Thiago Alves (PON); Fellipe Bastos (VAS)

GOLS: Roger, 16'/1ºT (0-1); Alecsandro, 21'/1ºT (1-1); Roger, 26'/1ºT (1-2); Eder
Luis, 3'/2ºT (2-2); Diego Souza, 32'/2ºT (3-2)

VASCO: Fernando Prass; Fagner, Dedé, Renato Silva e Felipe (Eduardo Costa, 39'/2ºT); Nilton, Fellipe Bastos, Juninho e Carlos Alberto (William Matheus, 24'/2ºT); Eder Luis (Diego Souza, 20'/2ºT) e Alecsandro. Técnico: Cristovão Borges

PONTE PRETA: Edson Bastos; Cicinho (Lucas, 39'/2ºT), Tiago Alves, Ferron, João Paulo; Baraka, João Paulo Silva, Renê Junior e Nikão (Caio,  16'/2ºT); André Luis (Rildo, 28'/2ºT) e Roger. Técnico: Gilson Kleina


Ficha Técnica: www.lancenet.com.br





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