Sábado de feriado no Rio de Janeiro. Clima ameno. Mas apenas fora de São Januário. Dentro a torcida vascaína cantava, apoiava e incentivava, um verdadeiro caldeirão. As duas melhores equipes do campeonato, invictas até o momento, se enfrentariam no jogo mais aguardado da rodada. Jogando em casa, mas sem Juninho, o Vasco entrava com um ligeiro favoritismo, enquanto
Celso Roth vinha com uma proposta clara de jogo. Com três volantes, o time mineiro chamava o Vasco para o ataque e tentava sair rapidamente, utilizando a experiência e técnica de Montillo para armar os contra-ataques.o Cruzeiro tentava roubar a cena.
Cristovão apostou novamente Felipe na lateral, deixando Thiago Feltri no banco e F.Bastos como titular no meio. E pagou caro. O maestro não rendeu como nos outros jogos, a equipe não encontrava uma saída para a fechada defesa do Cruzeiro.
A partida era ruim de se assistir. Um jogo truncado, sem chances de gol. Porém no final do 1º tempo tudo mudaria...
Fernando Prass tinha a posse de bola. Tentou um lançamento longo para Eder Luis na lateral esquerda, que evitou a saída para a linha de lado. A redonda sobrou para Montillo que abriu o jogo na direita, Wellington Paulista recebeu na área, a defesa vascaína cortou, mas o camisa 10 cruzeirense

não desperdiçou a chance. Golaço! Indefensável para o goleiro cruz-maltino.
Na volta do intervalo, Cristovão colocou Feltri no lugar de F. Bastos, deslocando Felipe para o meio, o que era esperado desde o início do jogo.
Com a alteração, o Vasco voltou melhor. Com mais ofensividade na esquerda, e melhor passe no meio, a equipe mandante buscava o empate. Mas futebol nem sempre premia o melhor.
Outro contra-golpe da Celeste, outra vez Montillo lança Wellington Paulista, que desta vez não desperdiça, colocando cuidadosamente a bola no canto esquerdo da meta vascaína. Vasco 0x2 Cruzeiro.
Mesmo antes de sofre o segundo gol, o técnico vascaíno sacou Eder Luis e colocou Carlos Alberto.
Após o segundo gol da equipe visitante, apesar de ser apenas aos 18 minutos, era esperado um abatimento do time carioca. Não foi o que aconteceu.
Logo em seguida, aos 20 minutos, Feltri cruza uma bola na área, Fábio sai muito mal do gol, e Rodolfo cabeceia para o fundo das redes. Era a volta da equipe de São Januário ao jogo.
O Caldeirão estava há 1000ºC novamente, entretanto, não era a noite vascaína.
Mesmo com a pressão do Vasco pelo empate, o Cruzeiro achou o terceiro gol, em uma cabeçada de Anselmo Ramon, e assim fechando o caixão.
Os torcedores mais esperançosos viram as chances remotas de uma igualdade no placar acabar quando Barbio, que entrara no lugar de Diego Souza, perdeu um gol ao tentar driblar Fábio, já na parte final do jogo.
O palco estava armado. O público presente. Erros do diretor e com os atores não seguindo o roteiro, o vilão da novela saiu vencedor.
FICHA TÉCNICA
VASCO 1 X 3 CRUZEIRO
Local: Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Data-hora: 23/6/2012 - 18h30 (horário de Brasília)
Renda e público: R$ 460.970 e 14.500 pagantes
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro
Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva e Fábio Pereira
Cartão Amarelo: Felipe, Dedé (VAS) Matheus, William Magrão, Fabinho (CRU)
Gols: Montillo, aos 40'/1ºT (0-1); Wellington Paulista, aos 18'/2ºT (0-2); Rodolfo, aos 21'/2ºT (1-2); Anselmo Ramon, aos 36'/2ºT (1-3)
VASCO: Fernando Prass; Fagner, Dedé, Rodolfo e Felipe; Rômulo, Nilton, Fellipe Bastos (Thiago Feltri, no Intervalo) e Diego Souza (William Barbio, aos 36/2ºT); Eder Luis (Carlos Alberto, aos 11'/2ºT) e Alecsandro.
Técnico: Cristovão Borges
CRUZEIRO: Fábio; Léo, Victorino, Mateus e Everton; Leandro Guerreiro, Charles, Willian Magrão (Tinga, aos 31'/2º) e Montillo; Fabinho (Souza, aos 28'/2ºT) e Wellington Paulista (Anselmo Ramon, aos 31'/2ºT).
Técnico: Celso Roth
- Felipe Grinberg
Ficha técnica: http://www.lancenet.com.br/
