Saiu porque sentiu necessidade. Saiu porque não se sentia bem. Foi para os EUA não apenas pelo dinheiro, mas por não jogar no Brasil em outro clube. Lá se desentendeu, brigou, não rendeu o que era esperado. Pela primeira vez na carreira Juninho rescindia seu contrato com um clube.
Parou e pensou: "Chegou a hora. Vou parar"
Mas em todos esse anos, nunca vi um jogador parar feliz. A cena que me vem em mente quando se comenta em aposentadoria nos gramados é de Washington, ex Fluminense, que deixou a coletiva de seu anuncio aos prantos.
Então foi procurado. Não pelo Vasco, mas por outros clubes no Brasil, e como já havia dito ao Atlético no início do ano, rejeitou as propostas.
E mesmo nessa situação a qual nosso clube se encontra, ele decidiu voltar. Não por dinheiro, não por mídia, não em por promessas. Mas sim pela alegria que o Vasco lhe proporciona.
Pelo amor pela instituição Vasco da Gama e por todos nós, torcedores, o Rei da Colina veste pela ultima vez a camisa de um time de futebol profissional.
Juninho não chega a São Januário para ser o salvador da pátria. Mas sabe que será crucificado caso o time vá mal, ou vangloriado se Dorival fizer milagre. É a lei do futebol. O grande nome sempre é a manchete.
O novo camisa 8 deve estrear domingo que vem no Maracanã contra o Fluminense.
Agora é esperar, torcer para que Juninho renda o que jogou em 2012 e possa nos deixar mais felizes.
- Felipe Grinberg

